Sociedade discute falta (insuficiência) de segurança e propõe iniciativas para o enfrentamento responsável do problema.

Aconteceu em 22 de agosto de 2011, no Templo da 1a. Igreja Batista (CBN) em Catuji/MG, uma reunião extraordinária do COMEC - Conselho de Ministros Evangélicos, da qual participaram pessoas e autoridades dos diversos setores e segmentos da sociedade, atendendo a convite do Conselho extensivo a toda a população/autoridades, interessadas em discutir o problema da falta (insuficiência) de segurança e propor iniciativas e ações capazes de promover o seu enfrentamento responsável.

 

Ver anexos: fotografia, manifesto pela segurança, proposta de projeto + encaminhamentos da reunião.

 

Conte-nos experiências positivas de iniciativas de enfrentamento de problemas semelhantes e dê-nos sua opinião.

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Respostas a este tópico

Mt bom! Interesante essa atitude, além disso a igreja tendo a fé em seu favor, pois Deus é com quem é com eles. E é bom isso acontecer para q a sociedade veja, q as igrejas evangelicas tb são intergrupal.

É interessante esta proposta de trabalhar a Intersetorialidade no combate a violÊncia. Pedra Azul, diversos setores estão se organizando e desenvolvendo projetos e programas para um trabalho de Prevenção. Li o manifesto de vocês e vejo de outro lado…

O sistema de Segurança Pública, extremamente reativo, vem se tornando falho com o passar do tempo. Todas as medidas e iniciativas neste sentido, tem feito a violência proliferar a Violência. É a velha história do "Olho por Olho, Dente por Dente."

Acredito que é hora de todos os setores trabalharem juntos a prevenção. É preciso fazer com que as políticas públicas saiam de fato dos papéis dos discursos corriqueiros e "politiqueiros".

A violência, independente da forma como ela é praticada, e a Segurança Pública são fenômenos sociais, tendo portanto ligação com outros fenômenos sociais.

Resumindo, aumentar o número de policiais, promotores e juízes não sanariam o problema (O Rio de Janeiro é um exemplo Vivo disto). De que adianta aumentar o sistema de forma reativa, se a população não tem de fato o acesso a uma educação de qualidade, uma saúde satisfatória e tudo o que lhe é de direito?

Concordo plenamente Will...,mas, a situação aqui é emergencial sabe?...aquela necessidade de curtíssimo prazo mesmo. Há dois anos atraz não tínhamos tantos crimes como pequenos furtos e roubos por aqui...hoje estamos tendo porque o "sistema de segurança", como um todo, está falho e, de certa forma e, até certo ponto, vulnerável.

O próximo passo é justamente pensar, aliás, já estamos pensando...em alternativas e possibilidades de promoção social das pessoas...Na nossa região é comum menores  por exemplo serem apreendidos em práticas de atos infracionais, que, quando encaminhados ao judiciário não tem  juiz ou promotor titular que possa decidir a medida de proteção ou sócio-educativa a aplicar,entende?

Só para se ter uma idéia, o efetivo da PM que deveria atender o município pelo porte geográfico e populacional seria, segundo o comando local (sgt da PM), por volta de 12 PMs...atualmente, atendem com 5,6 PMs...

Há dificuldade de manutenção dos veículos (viaturas), não há linha telefônica fixa e internet para o trabalho...

Vê-só com o estamnos atrazados nessa questão?

é um círculo vicioso...a impressão é que as próprias autoridades de segurança estão fazendo papel de bobos...a sociadade e a comunidade então nem se fala...

Bom, estamos nos esforçando no sentido de levar as autoridades principalmente executivas a pensar nesse "conjunto de fatores" que você fala...bem sabemos que é isso mesmo...e planejar estratégias e ações a médio e longo prazos...

Propor parcerias intermunicipais e regionais para enfrentamento dessas situações é um exemplo de possibilidades que estamos vislumbrando.

Houve uma reunião na Câmara ontem às 19horas na qual se tratou dos problemas juntamente com a comunidade e já está havendo algo concreto...nesse sentido...vou postar logo logo,mas, enquanto isso, se alguém que tiver conhecimento do que aqui estamos tratando tiver acesso às autoridades num escalão maior (comandantes, secretários de segurança..., enfim, alguém que tenha "força" política ou representação para clamar em nosso favor junto a quem pode nos ajudar, ficamos agradecidos.

Como eu disse, a partir de ontem a noite, a situação vai começar a mudar um pouco.

Na reunião com as outoridades e a comunidade a situação vai começar a mudar.

Vale até alguém da imprensa aparecer em Catuji para ajudar a cobrar...monitorar de perto mesmo a situação para ver se os encaminhamentos que foram propostos e bem aceitos, inclusive, pela comunidade que não deve mais fazer o manifesto que faria.

 

Deivson,

Mesmo sendo defensor pleno do Sistema de Segurança preventivo, não desconsidero o fato da necessidade de ter um sistema reativo funcionando.

MAs acredito que é preciso levar este debate a todas as classes da sociedade. Para que eles entendam que o "cara" que está ali furtando, muitas vezes não é porque é "mau cárater ou vagabundo", mas por um conjunto de falhas ou da família, do Estado ou da própria sociedade organizada ou não.

É preciso ampliar a questão. Temos que nos despir dos nossos preconceitos e entender que a Violência não é questão moral, "briga do bem contra o mal", mas sim um problema social .

Entende a questão?

Acho que nossa região tem limitado muito um debate que é tão amplo.

Sim, percebo e compartilho desse pensamento também.Principalmente as nossas autoridades ( da região) têm essa mentalidade que você está dizendo. A situação aqui, como já disse, vai além, ainda de tudo isso...Há o "protecionismo" a esse "infratores" que, diga-se de passagem, grande parte, "todo mundo sabe quem são e quem os protege" e, a situação do tráfico e dependência química que é um mal muito grande que está se alatrando bastante por aqui.

Há casos de pessoas que trabalham ( e graças a Deus que ainda fazem isso, senão seria pior) e o seu cartão de receber todo mês o salário fica retido com traficantes...O cara trabalha e não tem condições de receber o salário...tem que mantar o vício de que se fez dependente...e, se o traficante não ficar com o cartão de receber e a senha, corre o risco de não receber e aí a coisa fica pior...

Vê se pode uma coisa dessas...Há registros de pais,mães, familiares que quando descobrem pedem às pessoas e autoridades "pelo amor de Deus" para ajudarem seus familiares a sair da situação.

Tem algumas pessoas enternadas em clínicas de recuperação, outras tendo problemas psiquiátricos, outras, ainda, cometendo suicídio...enfim...dá para perceber...É aquela conjunto de fatores que estamos falando...certo é que tem de ser feito algo imediatamente... 

Com flores e palavras podemos vencer guerras... Que estas sejam as armas para a paz...
Muito boa a sua colocação Renatinha...Também acredito e tenho esperança de que com flores e palavras podemos vencer quaisquer querras...e que as armas para a paz passam, ezatamente, por esse caminho...,pelo caminho da compreensão, do diálogo, da sensatez e lucidez...Estou preocupado com o que as pessoas podessam estar pensando com relação a essa situação aqui em Catuji...,mas, o fato é que não estamos sendo sensacionalistas ( pelo menos esperamos que não), nem fingindo que está tudo bem e que nada de mal acontece por aqui...A população ultimamente tem vivido assustada e já não se pode dormir direito nesse lugar...a sensação de insegurança é tamanha...Vejo que a população está a ponto de fazer justiça com suas próprias mãos a correr o risco de esperar pelas autoridades...Na região urbana há pessoas na situação de vítimas em 5, 6 ocorrências entre furtos, roubos e arrombamentos...por traz de tudo isso está o tráfico...e outras práticas como a exploração sexual infanto-juvenil...lamentamos dizer,mas a situação é de calamidade...QUE O SENHOR DEUS TENHA MISERICÓRDIA DE TODOS NESSA CIDADE, PRINCIPALMENTE DOS INOCENTES E MAIS INDEFESOS...

Renata Morais disse:
Com flores e palavras podemos vencer guerras... Que estas sejam as armas para a paz...

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